Ex-secretário de Educação de Sumaré é preso em quarta fase de operação da PF contra fraudes em licitações

  • 12/03/2026
(Foto: Reprodução)
Ex-secretário de Educação de Sumaré é preso em operação da PF contra fraudes em licitações O ex-secretário de Educação de Sumaré (SP), José Aparecido Ribeiro Marin, foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (12), na quarta fase da operação para investigar suspeitas de fraude em licitações da pasta. Além dele, a operação também teve como alvo a secretária de Finanças de Itu (SP), Monis Marcia Soares, que recebeu uma tornozeleira eletrônica. Marin foi secretário municipal de Educação de Sumaré e alvo de mandado de prisão na primeira fase da operação, mas nunca chegou a ser preso, já que não foi localizado à época. Segundo a defesa, ele obteve habeas corpus depois. Durante a operação, foram cumpridos: 10 mandados de busca e apreensão um mandado de prisão preventiva uma medida que determina o uso de tornozeleira eletrônica A Justiça também autorizou o afastamento de servidores dos respectivos cargos e o bloqueio de bens dos suspeitos. Além de Sumaré e Itu, as ações ocorreram nas cidades de Campinas (SP), Jundiaí (SP) e Americana (SP). Ao g1, o advogado que representa Marin, Daniel Campagnollo, informou que a defesa ainda não teve acesso aos autos e deve se manifestar pela manhã. Ex-secretário de Educação de Sumaré, José Marin Câmara de Sumaré/Divulgação Fraudes e lavagem de dinheiro De acordo com a Polícia Federal, esta fase da investigação foca em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025. Os investigadores também apuram movimentações de dinheiro suspeitas, que podem indicar tentativa de esconder valores desviados de recursos públicos. LEIA TAMBÉM: Quem é quem: veja a relação de investigados desde a 1ª fase Café = propina: mensagens obtidas pela PF revelam palavras usadas em esquema milionário Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes como corrupção, desvio de dinheiro público, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a até 60 anos de prisão, dependendo do envolvimento de cada um. O nome da operação, Coffee Break, faz referência à palavra “café”, que, segundo as investigações, era usada pelos suspeitos como código para se referir a pagamentos de propina. PF faz operação contra suspeita de fraudes em licitações da Educação de Sumaré Polícia Federal/Divulgação Fases anteriores Na primeira fase da operação, deflagrada em novembro do ano passado, foram executados 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em São Paulo, no Distrito Federal e no Paraná. Em Hortolândia (SP), o vice-prefeito, Cafu César (PSB), foi preso, assim como o secretário de Educação do município, Fernando Moraes. Já em dezembro, a 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) revogou a prisão preventiva do vice-prefeito e determinou a aplicação de medidas cautelares. O esquema Investigações apontam que o ciclo da fraude operava desde 2021 e envolvia agentes públicos, lobistas e operadores financeiros clandestinos ("doleiros"); André Mariano, proprietário da Life Tecnologia Educacional, estabelecia contato com secretários de educação e servidores dos municípios; A empresa vencia os certames com forte indício de pagamentos de propina a servidores; As licitações eram fraudadas desde a base: os termos eram elaborados de forma que apenas os produtos da Life pudessem ser fornecidos e concorrentes eram desclassificados; A apuração aponta que o sobrepreço praticado pela Life chegava até 35 vezes o preço de aquisição do produto comercializado; Após receber os pagamentos superfaturados dos municípios, a empresa direcionava grandes quantias para empresas de fachada, muitas controladas por "doleiros" (operadores financeiros clandestinos); Os "doleiros" usavam métodos como pagamentos fracionados de boletos e empresas de prateleira para lavar dinheiro e gerar quantias em espécie para o pagamento de propinas; Esse dinheiro vivo, que André Mariano se referia como "café", era então usado para pagar vantagens indevidas a servidores públicos e lobistas, garantindo o funcionamento do esquema. Segundo a PF, a Life registrou uma entrada de R$ 128 milhões, por meio de mais de 305 transferências, sendo quase todas provenientes de prefeituras. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/03/12/pf-faz-operacao-contra-suspeita-de-fraudes-em-licitacoes-da-educacao-de-sumare.ghtml


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