Buracos, pintura desgastada e trecho que passa em bueiro: ciclistas apontam problemas nas ciclovias e ciclofaixas de Campinas
17/02/2026
(Foto: Reprodução) Ciclovias em Campinas: trechos têm poças de água, desníveis, mato alto e concreto solto
Campineiros que usam bicicletas como lazer ou meio de transporte apontam os problemas enfrentados nas ciclovias da metrópole. Segundo eles, as ciclovias e ciclofaixas em Campinas (SP) possuem trechos completamente destruídos e esburacados, com mato alto invadindo a pista, pintura do solo desgastada e até bueiros localizados no meio das vias.
🔍 Ciclovias e ciclofaixas são infraestruturas destinadas ao uso de bicicletas, para separar o trânsito de ciclistas dos veículos motorizados e dos pedestres, garantindo maior segurança. De acordo com a Prefeitura de Campinas, a metrópole conta, atualmente, com cerca de 120 km de rotas onde a preferência é da bicicleta.
Em nota, a Emdec, sociedade que atua na gestão do transporte público municipal, afirmou que realiza a manutenções periódicas nas ciclovias da cidade — confira a posição completa abaixo.
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Trecho em bueiro, problema de drenagem e 'vãos' na pista
No trecho de encontro entre a Avenida Norte-Sul com a Rua Mendes Júnior, no Cambuí, um bueiro que acumula restos de vegetação e lixo a cada chuva. Neste ponto, o ciclista precisa tomar a decisão de desviar ou passar por cima.
"Você pode cair, você não sabe o que tem aí embaixo, pode sair um bicho em você. Falta limpeza, falta manutenção, é um descaso", relata a pedagoga e ciclista Ana Moraes.
As emendas das placas de concreto apresentam defeitos ao longo da Norte-Sul, criando "vãos" na pista. Esse problema pode ser visto diversas vezes.
"Entre uma placa e outra tem a parte de expansão. Quando faz muito calor, só que as que estão muito grandes, então elas estão quebradas. Então, quando passa com a roda, ela vai dar aqueles soquinhos", relata Marcelo Sandolim, coordenador industrial e ciclista.
Em outro trecho da avenida, problemas de drenagem após as chuvas criaram uma poça na lateral da ciclovia.
Buracos, pintura desgastada e trecho que passa em bueiro: ciclistas apontam problemas nas ciclovias e ciclofaixas de Campinas
Reprodução/EPTV
Vegetação na ciclovia
Na ciclovia da Avenida Isaura Roque Coércia, que leva até o distrito de Sousas, o mato cresceu em volta da pista. Conforme o ciclista vai seguindo em frente, a vegetação vai ficando maior, até que é necessário reduzir a velocidade, do contrário, as plantas batem forte na pessoa.
"Difícil, para ser mais exata, diria que péssimo nessa parte aqui, porque a gente tem que ficar empurrando esse mato para poder passar e além de se cortar também", relata a aposentada e ciclista Maria Beatriz Lizarga.
No trecho da Avenida Pio 12, bem ao lado da escola de cadetes, o Mato Alto também começa a invadir a área dos ciclistas.
E na ciclovia da Rua Moscou, o trecho tá completamente destruído. Uma raiz estourou toda a calçada, tem galho caído e até um buraco.
"Está difícil porque falta manutenção. Quebra e não vem arrumar, aí o buraco vai abrindo cada vez mais, aí fica difícil. E o ciclista precisa pular para a rua", relata David Batista, consultor de vendas e ciclista.
O que diz a Emdec?
Em nota, a Endec informou que realiza manutenções periódicas nas ciclovias da cidade. E que, nesse momento, uma equipe realiza trabalhos na rota cicloviária do Jardim Florense.
No cronograma também estão previstos reparos no piso da estrutura que fica na avenida Teodureto de Almeida Camargo e garantiu que serão realizadas vistorias nas ciclovias citadas na reportagem.
Em relação à ciclofaixa de lazer da Norte-Sul, a Emdec disse que não foi possível ativar a operação nesta terça (17) em função do grande número de blocos de carnaval que necessitam do apoio dos agentes na mobilidade urbana.
Buracos, pintura desgastada e trecho em bueiro: ciclistas apontam falta de manutenção nas ciclovias e ciclofaixas de Campinas
Reprodução/EPTV
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