Canoísta usa experiência de 25 anos para resgatar homem levado pela correnteza do Rio Atibaia: 'Sentimento de privilégio'
14/09/2026
(Foto: Reprodução) ‘Graças a Deus você me salvou’: homem é resgatado com vida após cair no rio em Campinas
Com 25 anos de experiência em esportes de aventura, o engenheiro ambiental Pedro Coelho utilizou técnicas de canoagem para salvar o homem que caiu no Rio Atibaia, em Campinas (SP). O resgate ocorreu sob forte correnteza e exigiu esforço físico para manter a vítima equilibrada em um caiaque.
À EPT, afiliada da TV Globo, Coelho contou que realiza passeios de bote e caiaque no rio. Ele foi acionado por telefone por um morador do distrito de Sousas. O homem ouviu os pedidos de socorro de José Luiz, de 46 anos, na noite de sábado (12).
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O canoísta foi até a Praça do Coreto, em Sousas, de onde partiu com o caiaque para iniciar as buscas. Segundo ele, a força da água dificultou a aproximação até o ponto onde a vítima estava. José Luiz conseguiu sobreviver ao se segurar em árvores na margem oposta do Rio Atibaia.
"A corrente tem um poder de arraste muito alto. A gente já tem um pouco de prática, então, em teoria, essa corrente não seria um problema, mas trazer uma pessoa junta no caiaque, atravessar, e uma pessoa no estado que ele estava, realmente foi um fator que dificultava muito", afirmou Coelho.
"Ele estava abraçado numa árvore, com a água passando bem próximo do rosto. Muito assustado, muito frio, em estado de hipotermia", relatou o engenheiro. O resgatado havia engolido bastante água e apresentava ferimento em um dos olhos.
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Resgate desafiador
Homem de 46 anos foi resgatado com vida após cair e ser arrastado pela correnteza do rio Atibaia, no distrito de Sousas, em Campinas (SP); canoísta Pedro Coelho participou do resgate
Reprodução
Ainda segundo o canoísta, o maior desafio foi manter a estabilidade da embarcação durante o retorno. José Luiz estava debilitado. "O caiaque exige equilíbrio, e o peso dele, toda hora, jogando para cima de mim. Tinha que segurar ele. Foi um resgate um pouco complicado, sim", explicou.
Eles permaneceram cerca de duas horas no caiaque até que a equipe do Corpo de Bombeiros concluísse a retirada da margem. José Luiz foi levado ao Pronto-Socorro Anchieta. Para o engenheiro ambiental, a ação deixou um sentimento de dever cumprido.
"É um sentimento de privilégio de ter participado disso. Apesar de a gente saber que pode gerar algum trauma para o rapaz, mas meu sentimento é de ser privilegiado por ter salvado uma vida. Ele teria dificuldades se a gente não estivesse ali", completou.
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