Casos de intoxicação alimentar crescem 40,2% na região de Campinas; calor aumenta risco
10/02/2026
(Foto: Reprodução) Região de Campinas registrou aumento de 40,2% nos casos de intoxicação alimentar em 2025
Reprodução/EPTV
O número de atendimentos por intoxicação alimentar aumentou 40,2% na região de Campinas (SP). Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que, no Departamento Regional de Saúde 7 (DRS-7), com sede na metrópole, foram 77.638 casos entre janeiro e novembro de 2025.
No mesmo período de 2024, a pasta registrou 55.343 atendimentos pelo problema, um dado que já representava um crescimento expressivo. Entre janeiro e novembro de 2023, por exemplo, foram 25,5 mil casos ambulatoriais.
Segundo a pasta, a intoxicação alimentar é mais comum nos meses mais quentes do ano, como a primavera e o verão. Isso acontece, porque o calor favorece a proliferação de micro-organismos nos alimentos e aumenta o risco de conservação inadequada.
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Diarreia e vômito são os principais sintomas da intoxicação alimentar, e uma das das consequências é a desidratação - em alguns casos, é necessário a internação do paciente.
"O paciente começa a perder muito líquido, tanto por vômito quanto por diarreia. Não consegue ingerir, principalmente quando tem vômito. Então a gente não consegue equilibrar o organismo a quantidade de água necessária. E é aí que pode acontecer a desidratação. E uma desidratação grave pode levar a consequências sérias, perda da função renal, convulsões", explica Hércio Cunha, médico gastroenterologista.
Mas o que é a intoxicação alimentar? Hércio Cunha explica que a intoxicação trata-se de uma inflamação ou infecção do trato digestivo, e pode ser causada tanto por vírus quanto bactérias.
"A gente fala de intoxicação alimentar quando vem do alimento. Mas ele não necessariamente vem só do alimento. A gente pode pegar por contato via oral fecal, de pessoa para pessoa, aglomeração, mesmo familiares, crianças pequenas. Então, existem essas duas formas de contágio", diz.
De acordo com o especialista, cerca de 95% dos casos são causados por vírus, e a menor parcela por bactérias, mas que exigem um cuidado maior no tratamento.
"Normalmente, elas são mais graves. Então, a questão de desidratação, de debilitação do paciente é maior e, em alguns casos, necessitam de internação", alerta.
O que fazer para evitar?
O médico reforça a necessidade de manter a higiene das mãos e conferir a origem de alimentos e bebidas para evitar a intoxicação alimentar.
"Porque muitas vezes não tem cheiro, não tem sabor diferente, então a gente não sabe como aquilo lá foi armazenado até aquela hora. Às vezes pode estar em um lugar bonito, mas não sabe como estava antes, né? Então é importante saber a procedência, confiar em quem a gente está adquirindo, lavar muito as mãos, tomar cuidado com a aglomeração", orienta.
Hércio Cunha orienta ainda que as pessoas que estão doentes devem ficar em casa, pois existe o contágio de pessoa para pessoa, além de ficar atento aos locais onde compra comidas e bebidas.
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