É possível engravidar usando camisinha? Entenda o que pode acontecer
07/04/2026
(Foto: Reprodução) É possível engravidar usando camisinha? Entenda o que pode acontecer
Crédito: Divulgação
A camisinha é um dos métodos contraceptivos mais conhecidos e usados no mundo. Ainda assim, muitas pessoas se perguntam: é possível engravidar usando camisinha?
A resposta curta é sim. Ainda que esse preservativo seja um método bastante eficaz para evitar gravidez e infecções sexualmente transmissíveis, nenhum método contraceptivo é 100% seguro. A chance de gravidez existe, principalmente quando o preservativo é usado de forma incorreta ou sofre algum tipo de falha durante a relação.
Mesmo com esse pequeno risco, o preservativo continua sendo uma das formas mais acessíveis de prevenção. Diversos modelos estão disponíveis em categorias como a de preservativos da Drogal, que reúne opções voltadas para a proteção durante a relação sexual.
É possível engravidar usando camisinha mesmo sem rasgar?
É menos comum, mas é possível. Quando a camisinha é usada corretamente do início ao fim da relação sexual, a eficácia pode chegar a mais de 90% na prevenção da gravidez. Esse índice significa que aproximadamente 2 em cada 100 casais podem engravidar ao longo de um ano de uso perfeito.
Mas na vida real, a situação pode mudar. Estudos mostram que a eficácia cai para cerca de 85% a 87% no uso típico, principalmente por erros durante a colocação ou retirada do preservativo.
Entre os erros mais comuns estão:
colocar a camisinha depois do início da penetração
não deixar espaço na ponta para o sêmen
não retirar o ar da ponta do preservativo
usar preservativo vencido
abrir a embalagem com objetos pontiagudos
Essas situações podem aumentar o risco de falha e ainda trazer outros perigos adjacentes, como o risco de contágio de alguma infecção sexualmente transmissível, por exemplo.
Quando a camisinha pode falhar
Existem alguns cenários em que a gravidez pode acontecer mesmo com o uso do preservativo.
Os casos mais frequentes incluem:
rompimento do preservativo durante a relação
escorregamento após a ejaculação
uso incorreto na colocação
reutilização do preservativo
armazenamento inadequado (calor excessivo ou atrito)
Quando a camisinha se rompe ou escapa, o risco de gravidez passa a ser semelhante ao de uma relação desprotegida. Nesses casos, é importante avaliar a situação com um médico.
Por outro lado, uma recomendação prestada pelo Ministério da Saúde é que nesses casos de falha, as pessoas façam testes para detectar precocemente qualquer infecção sexualmente transmissível.
Dependendo do tipo, algumas infecções podem gerar complicações maiores a médio e longo prazo. O órgão também enfatiza que caso seja confirmada a infecção, o tratamento seja feito entre os parceiros envolvidos, a fim de evitar o contágio para mais pessoas.
O uso correto reduz muito o risco
Apesar da possibilidade de falha, especialistas reforçam que o preservativo continua sendo um dos métodos mais seguros e importantes para proteção sexual. Além de ajudar a evitar gravidez, ele também protege contra diversas infecções sexualmente transmissíveis, incluindo HIV, sífilis e gonorreia.
Alguns cuidados ajudam a aumentar a eficácia:
usar camisinha desde o início da relação
verificar a data de validade
abrir a embalagem com cuidado
usar um preservativo novo a cada relação
segurar a base do preservativo ao retirar
Essas medidas simples reduzem bastante o risco de falha.
“Com certa frequência vemos pessoas se interessando mais pelo cuidado da própria saúde e evitando relações de risco. Como a camisinha é uma proteção democrática, o uso pode ser feito pelo casal, principalmente por aqueles que não desejam ter filhos”, explica Eliane Messias, farmacêutica responsável da Rede Drogal.
Lubrificante ajuda a evitar rompimento
Um fator que muitas pessoas não consideram é o atrito durante a relação sexual.
Quando a lubrificação natural é insuficiente, o preservativo pode sofrer maior desgaste e, nesses casos, o risco de a camisinha estourar pode ser maior. O uso de lubrificantes íntimos pode ajudar a reduzir o atrito e diminuir as chances de rompimento da camisinha.
É importante escolher lubrificantes compatíveis com preservativos de látex, geralmente os produtos à base de água. Outros tipos de lubrificantes podem danificar o preservativo e aumentar os riscos de uma gravidez indesejada ou de contágio de alguma infecção sexualmente transmissível.
Existem diferentes tipos de preservativos
Hoje o mercado oferece diversas opções de preservativos, com diferentes texturas, espessuras e formatos. O que há alguns anos era um tabu, hoje é um tema amplamente debatido entre os casais.
Entre as marcas conhecidas está a linha K-Med, que possui modelos desenvolvidos para conforto, sensibilidade e segurança durante a relação.
Independentemente do modelo escolhido, o mais importante é utilizar o preservativo corretamente em todas as relações.
É possível engravidar usando camisinha durante o período fértil?
O risco continua existindo, principalmente se ocorrer falha no método. Durante o período fértil, a probabilidade de gravidez é naturalmente maior. Caso o preservativo rompa ou seja usado incorretamente nesse momento do ciclo, as chances de concepção aumentam.
Por isso, muitas pessoas preferem combinar métodos contraceptivos, como preservativo e anticoncepcional hormonal, para reduzir ainda mais o risco de gravidez.
Quando procurar orientação médica
Se houver suspeita de falha no preservativo, como rompimento ou vazamento de sêmen, é possível procurar orientação médica. Em alguns casos, o profissional de saúde pode indicar contracepção de emergência, conhecida como pílula do dia seguinte.
Também é importante buscar orientação se houver exposição a infecções sexualmente transmissíveis.
É possível engravidar usando camisinha? O que dizem os especialistas
É possível engravidar usando camisinha, mas o risco é relativamente baixo quando o preservativo é utilizado corretamente. O preservativo continua sendo um método eficaz, acessível e importante para proteção contra gravidez não planejada e infecções sexualmente transmissíveis.
Usar corretamente, verificar a validade e evitar erros durante a colocação são medidas simples que fazem toda a diferença na eficácia do método.
Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895
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