Eleições 2026: veja como foi a votação nos presídios da região de Campinas

  • 05/10/2026
(Foto: Reprodução)
Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP) Yasmin Castro/g1 Dois presídios da região de Campinas (SP) tiveram votação neste domingo (4). A Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP) - unidade para mulheres com mais eleitoras em todo o estado - e o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas (SP). Votam nas unidades prisionais os presos temporárias, mesários, agentes penitenciários, policiais penais e servidores. Dentre os detentos, apenas presos provisórios — portanto, aqueles que estão recolhidos em estabelecimentos penais sem condenação criminal transitada em julgado — e adolescentes e jovens de 16 a 21 anos, submetidos à medida socioeducativa de internação, podem votar. A participação dos presos provisórios depende de manifestação prévia, permitindo a transferência temporária do título de eleitor para uma seção instalada no local. É necessário ter o número mínimo de 20 eleitores para instalação de uma seção em uma unidade prisional. Como foi a votação Complexo Penitenciário Campinas Hortolândia, onde fica o CDP de Campinas Reprodução/EPTV O presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o mais votado nas seções instaladas nas duas unidades. Segundo os boletins de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista recebeu 216 votos contra 13 de Flávio Bolsonaro (PL). Esse cenário se repetiu na corrida para governador de São Paulo: Fernando Haddad (PT) recebeu 210 votos, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos), que acabou reeleito, teve 15. Já entre os candidatos de São Paulo para o Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) foram as mais votadas com 198 e 186, respectivamente. Ainda consecutivamente, os eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) receberam 5 e 17 votos. Para deputado federal, Jonas Donizette (PSB) foi o vencedor com 40 votos. Por fim, para deputado estadual, Eduardo Suplicy (PT) liderou sendo a escolha de 91 eleitores. Ao todo, 239 eleitores votaram nessas seções — de 344 aptos, incluindo sete temporários. Além de presos temporários, o número abrange agentes penitenciários, policiais penais e servidores (entenda abaixo). Presidência Lula (PT) - 216 Flávio Bolsonaro (PL) - 13 Escritor Augusto Cury (Avante) - 6 Renan Santos (Missão) - 1 Brancos - 2 Nulos - 1 Governador Fernando Haddad (PT) - 210 Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 15 Carlos Machado (PCB) - 1 Brancos - 5 Nulos - 4 Senador Simone Tebet (PSB) - 198 Marina Silva (Rede) - 186 André do Prado (PL) - 17 Guilherme Derrite (PP) - 5 Geraldo Rufino (Podemos) - 5 Guto Schiavetto (Missão) - 2 Weller Gonçalves (PSTU) - 1 Maíra de Souza (UP) - 1 Brancos - 30 Nulos - 25 Deputado federal Jonas Donizette (PSB) - 40 Professora Adriana Martins (PT) - 35 Tabata Amaral (PSB) - 15 Macarrão (PT) - 9 Baleia Rossi (MDB) - 8 Rui Falcão (PT) - 7 João Paulo Cunha (PT) - 7 Juliana Cardoso (PT) - 7 Erika Hilton (PSOL) - 6 Orlando Silva (PCdoB) - 6 Voto na legenda PT - 5 Sirlange Manga (União) - 5 Zé Dirceu (PT) - 5 Betinho Neves (Republicanos) - 4 Diego Turato (PT) - 4 Guilherme Ubiali (PSDB) - 4 Caneta Azul - Manoel Gomes (Avante) - 3 Cicera Maria (PT) - 3 Santo Legaliza (PSOL) - 3 Luna Zarattini (PT) - 2 Policial Katia Sastre (PL) - 2 Arlindo Chinaglia (PT) - 2 Pastora Sandra Alves (União) - 2 Silvia Abravanel (PSB) - 2 Pedro Tourinho (PT) - 2 Reis (PT) - 2 Aureo Bacelar (PT) - 2 Celso Russomanno (Republicanos) - 2 Alex Guru (Republicanos) - 1 Arafeth (PDT) - 1 Robertinho Mendonça (PDT) - 1 Marcia Lia (PT) - 1 Carlos Zarattini (PT) - 1 Vicentinho (PT) - 1 Fabio Teruel (MDB) - 1 Voto na legenda MDB - 1 Felipe Becari (Podemos) - 1 Renato Bolsonaro (PL) - 1 Samuel Enfermeiro (PSB) - 1 Kim Kataguiri (Missão) - 1 Guilherme Cortez (PSOL) - 1 Adriana Perfeito (Avante) - 1 Anderson Gimenes Papapenal (Avante) - 1 Barjas Negri (PSD) - 1 Sâmia Bomfim (PSOL) - 1 Brancos - 20 Nulos - 3 Deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) - 91 Aloísio Gama de Santana (PT) - 16 Professora Ana Olinda (PT) - 11 Leci Brandão (PCdoB) - 10 Dra. Mayra (Republicanos) - 8 Marcolino (PT) - 7 Voto de legenda PT - 5 Leonardo Grandini (PT) - 4 Fernanda Curti (PT) - 4 Campos (PT) - 3 Bete Siraque (PT) - 3 Carlos Giannazi (PSOL) - 3 Barros Munhoz (PSD) - 3 Ana Perugini (PT) - 2 Dani Alonso (PL) - 2 Esther Moraes (PV) - 2 Carlos Aquino (PT) - 2 Fábio Jaba (PSB) - 2 Dr. Isael (PL) - 2 Voto de legenda Rede - 2 Voto de legenda PL - 2 Maurici (PT) - 1 Professora Bebel (PT) - 1 Rafa Minato (Missão) - 1 Delegada Olívia Fonseca (MDB) - 1 Voto de legenda Cidadania - 1 Abidan Henrique (PSB) - 1 Zenil Baixinho da Estação (PSB) - 1 Jorge Wilson Xerife Consumidor (Republicanos) - 1 Voto de legenda PDT - 1 Meire Silva (PT) - 1 Duda Hidalgo (PT) - 1 Professor Agnério (PT) - 1 Paulo Fiorilo (PT) - 1 Edson Ferraz (MDB) - 1 Voto de legenda MDB - 1 Sônia Modena (Podemos) - 1 Vanessa Ziotti (PSB) - 1 Voto de legenda PSB - 1 Rafa Zimbaldi (União) - 1 Paula da Bancada Feminista (PSOL) - 1 Luiza Erundina (PSOL) - 1 Voto de legenda PSOL - 1 Rogerio Nogueira (PSD) - 1 Voto de legenda PCdoB - 1 Diretor Sergio Panis Filho (Avante) - 1 Brancos - 23 Nulos - 3 Como funciona a votação Urna de votação das Eleições 2026 ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), o espaço destinado à votação é isolado dos demais ambientes da unidade e segue os mesmos protocolos adotados em qualquer outro local do país. A disposição da urna e da cabine garante o sigilo do voto, impedindo a visualização por terceiros e mantendo o equipamento fora do alcance das câmeras de monitoramento. A Polícia Penal atua na escolta dos votantes, acompanhando todo o deslocamento dos presos dentro da unidade, na segurança dos mesários e na proteção das urnas eletrônicas. Direito ao voto pode mudar A expectativa é que essas sejam as últimas eleições nas quais os presos provisórios terão direito a voto. Isso porque a Lei Antifacção (ou Lei Raul Jungmann), que entrou em vigor em março de 2026, proíbe o alistamento eleitoral e o voto de todo e qualquer preso, definitivo ou provisório. Porém, a validade do texto ainda será discutida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida só não começou a valer neste ano porque o TSE, em abril, decidiu manter o direito de voto dos presos provisórios. Os ministros entenderam que o veto violaria o princípio da anualidade eleitoral, que impede mudanças nas regras a menos de um ano das disputas por cargos eletivos. Agora no g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/eleicoes/2026/noticia/2026/10/05/lula-haddad-vencem-presidios-regiao-campinas.ghtml


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