Passageiro de 78 anos é encontrado desacordado em poltrona de avião em Viracopos e levado a hospital
21/02/2026
(Foto: Reprodução) Passageiro de 78 anos é encontrado desacordado em avião e levado a hospital, diz Viracopos
Um passageiro de 78 anos precisou ser internado depois de passar mal em um voo que pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na noite de sexta-feira (20).
O idoso estava em um avião da Azul que partiu de Portugal e fazia uma conexão na metrópole. Segundo a concessionária que administra o aeroporto, ele foi encontrado desacordado em uma poltrona.
Carlos Alberto Nunes de Lima foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e internado em um hospital municipal. Segundo a família, o homem teve uma embolia pulmonar e está em coma.
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De acordo com a concessionária que administra Viracopos, a companhia aérea acionou a equipe de resgate do aeroporto às 20h08 "sobre a necessidade de atendimento médico a bordo de uma aeronave, procedente de Portugal".
"O passageiro foi encontrado pela equipe do aeroporto já desacordado e sentado em uma poltrona. Ele foi avaliado, medicado e imediatamente removido, às 20h48, em uma ambulância do próprio aeroporto para a UPA São José", completou a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos.
Em nota, a Azul afirma que "prestou toda a assistência necessária, desde o embarque no Porto, em Portugal, durante o voo, no desembarque em Campinas, e também no momento do atendimento médico no aeroporto de Viracopos".
A companhia afirma que a tripulação percebeu que o passageiro não se sentia bem tão logo a aeronave pousou, acionando imediatamente a equipe médica do aeroporto e oferecendo suporte inicial ainda no avião, inclusive com a utilização de cilindro de oxigênio da própria aeronave, até a chegada dos paramédicos.
A Azul nega que ele tenha desmaiado no avião - leia a nota completa ao final da reportagem. Informou também que o agente de solo da companhia acompanhou o cliente somente até seu embarque na ambulância do aeroporto, não sendo informada a respeito da unidade hospitalar de destino.
Idoso estava de cadeira de rodas e receberia atendimento prioritário
Carlos Alberto Nunes de Lima, de 78 anos, em foto com o filho momentos antes do embarque para Campinas
Arquivo Pessoal
Da conexão em Viracopos, Carlos seguiria para Vitória (ES), onde mora outra parte da família. A nora Lúcia Moraes, que levou o idoso para o embarque em Portugal, relata que ele foi entregue aos cuidados de uma funcionária da Azul Linhas Aéreas.
Imagens registradas momentos antes do embarque mostram quando ele se despediu do filho, emocionado, e conversando. O passageiro aparecia em uma cadeira de rodas, inclusive, sendo conduzido por uma colaboradora da companhia (assista ao vídeo acima).
Segundo protocolo da Azul, e de acordo com a resolução 280 da Agência Nacional de Aviação (Anac), o idoso deveria ser acompanhado durante toda a viagem, inclusive durante a conexão, com tratamento prioritário por ser uma pessoa em cadeira de rodas.
A família diz que havia solicitado esse auxílio para Carlos, incluindo a cadeira de rodas e todo o suporte da tripulação. A chefe de cabine também teria sido avisada sobre as condições do passageiro, e teria dito aos familiares que "estava tudo certo".
Internado em hospital e sem documentos
"Escrevi um bilhete e coloquei no bolso da calça dele: 'olá, meu nome é Carlos Alberto, eu vou precisar da ajuda de vocês para uma cadeira de roda que esteja aqui na aeronave à minha espera, porque eu preciso dessa dessa assessoria que nós pedimos aqui no aeroporto. Meu sogro é normal, ele conversa, ele anda. Só que precisava desse auxílio", contou a nora.
Além do bilhete, Lúcia também deixou contatos de familiares. Mais tarde, recebeu uma ligação do Hospital Mário Gatti com a informação de que o idoso estava internado, sem documentos, e que teria sido resgatado por faxineiras da limpeza do avião. "O que entra na minha cabeça? As faxineiras vão depois que todo mundo sai".
"Ele teria que ser o primeiro a sair com a urgência por não estar acordado. Ele teve uma embolia pulmonar, ele está entubado, passou por uma cirurgia, está entubado, está inconsciente, está em coma. O que é ruim pra gente é o descaso. Deixaram ele jogado, entende? Deixaram ele jogado no chão".
A Aeroportos Brasil Viracopos informou que o homem não portava documento físico no momento do atendimento e deu entrada na UPA sem identificação. "A concessionária destaca que seguiu todos os procedimentos de atendimentos de emergência assim que foi acionada pela companhia aérea".
Na nota enviada à EPTV, afiliada da TV Globo, a Azul disse que os pertences dele estão sob cuidados da companhia.
A Prefeitura de Campinas confirmou que o paciente deu entrada na UPA São José e depois foi transferido ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Ele passou por cirurgia e aguarda transferência para UTI. "O hospital está em contato com a família", disse a administração municipal.
O que diz a Azul?
"A Azul esclarece que a assistência a Clientes com necessidade de apoio especial é tratada com prioridade pela Azul, atendendo ao padrão de excelência da Companhia e dentro das exigências legais.
Sobre o Cliente em questão, a Companhia prestou toda a assistência necessária, desde o embarque no Porto, em Portugal, durante o voo, no desembarque em Campinas, e também no momento do atendimento médico no aeroporto de Viracopos. A Tripulação percebeu que o passageiro não se sentia bem tão logo a aeronave pousou, acionando imediatamente a equipe médica do aeroporto e oferecendo suporte inicial ainda no avião, inclusive com a utilização de cilindro de oxigênio da própria aeronave, até a chegada dos paramédicos. Em nenhum momento o Cliente desmaiou na aeronave, tampouco fora encontrado no chão do equipamento.
O atendimento prestado seguiu todos os protocolos, inclusive com a documentação de todos os procedimentos. Segundo os relatos dos tripulantes, o Cliente não demonstrou sinais de inconsciência, enquanto estava sob o atendimento da equipe da Companhia. Tampouco foi encontrado no chão por funcionários da limpeza. A Azul reforça que ele teve atendimento da tripulação durante todo o tempo.
O atendimento foi conduzido por médicos da equipe do aeroporto, com acompanhamento da Tripulação durante todo o procedimento. Posteriormente, ele foi encaminhado à ambulância para remoção hospitalar, também com acompanhamento de um agente de solo da Azul. Da mesma forma, seus pertences foram recolhidos e encontram-se sob os cuidados da Companhia.
A Companhia tentou acionar a família, porém, o Cliente não adicionou um contato de emergência, procedimento opcional no ato do check-in. Os únicos contatos registrados eram do próprio Cliente e da agência de viagens. Além disso, após a transferência do Cliente para a ambulância, a Azul não foi informada do seu destino pelo aeroporto, que foi responsável pela remoção.
Todos os procedimentos do atendimento ao Cliente seguiram os protocolos para este tipo de caso, e estão devidamente documentados, conforme previsto nas normas regulatórias. A Azul está à disposição dos familiares, com contato ativo do Serviço de Atendimento ao Cliente".
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