Quem são e como agiam suspeitos de furtar combustíveis em dutos e causar prejuízo de R$ 5 milhões à Transpetro

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
Como agiam suspeitos de furtar combustíveis e causar prejuízo de R$ 5 milhões à Transpetro A Polícia Civil deu detalhes de como agia a quadrilha especializada em furtar combustíveis de dutos da Transpetro e que foi alvo da Operação Sangria, deflagrada nesta segunda-feira (2). O grupo atuava nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, e causou um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. Até a última atualização desta reportagem, sete dos nove mandados de prisão temporária haviam sido cumpridos. Dois suspeitos seguiam foragidos. As equipes também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp De acordo com o delegado André Baldochi, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), as investigações começaram em agosto de 2025, após o furto em um duto entre Ribeirão e Cravinhos (SP). Os alvos da operação desta segunda-feira são suspeitos de atuar na soldagem dos dutos no momento dos crimes, motoristas de caminhões que transportavam os combustíveis furtados e empresas distribuidoras que adquiriam os produtos. "Há uma divisão de tarefas muito clara. Por ser um crime mais específico, você tem a pessoa especialista em soldar um registro junto aos dutos. Eles acessam o duto, seja cavando, seja quando o duto acaba, em algum momento, sendo exposto na terra, eles soldam o registro ali, depois vêm os motoristas com os caminhões, é acoplada uma mangueira, e com esse combustível é abastecido o caminhão, através da pressão do duto", explica Baldochi. Preso em operação contra furto de combustíveis em dutos Polícia Civil Quem são os envolvidos A Polícia Civil também divulgou nomes e a função de alguns dos suspeitos. Veja abaixo: Laerte Rodrigues dos Santos (preso em Artur Nogueira) - um dos líderes da quadrilha. Marcelo Teixeira de Gouveia (preso em Campinas) - dono de uma distribuidora em Paulínia. Wagner de Souza Leite (preso em Ribeirão Preto) - motorista e dono de uma transportadora. Wagner Silva Leite (foragido) - filho de Wagner de Souza e atuou como motorista. Calil Fernando Carneiro (preso em Ribeirão Preto) - já atuou como motorista, mas agora atuava na preparação do duto. Já tinha sido preso 2020 pelo mesmo tipo de crime Eles devem responder por furto qualificado, receptação e organização criminosa. O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, tentam localizar as defesas. Operação Sangria Operação prende suspeitos de furtar combustíveis de dutos da Transpetro As ações da polícia foram realizadas em pelo menos sete cidades: Campinas (SP), Paulínia (SP), Leme (SP), Artur Nogueira (SP), Conchal (SP), Ribeirão Preto (SP) e Jardinópolis (SP). Entre os mandados de busca cumpridos dois foram em empresas distribuidoras de combustíveis suspeitas de integrar a cadeia de escoamento do produto furtado. Um empresário do setor foi preso em Campinas. Além disso, foram apreendidos aparelhos celulares e equipamentos informáticos, que serão periciados. A operação visa atuar não só contra a subtração de combustível, mas também os consequentes danos à infraestrutura dutoviária, impactos operacionais e riscos ambientais. "São tipos de crime que causam enorme prejuízo à empresa, não só do combustível subtraído, mas o reparo desses dutos, esses dutos ficam parados, ou seja, há um enorme risco de desabastecimento, além dos crimes ambientais", destaca o delegado. Operação da Polícia Civil mira grupo suspeito de furtar combustíveis de dutos da Transpetro Polícia Civil O que diz a Transpetro Em nota, a Transpetro destacou ser vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e que tem como maior preocupação a "preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambiente". Para reduzir a ocorrência desses crimes, a empresa diz que usa tecnologia que permite a rápida localização de derivações clandestinas; o trabalho de relacionamento comunitário focado na conscientização das pessoas que vivem no entorno dos ativos, para eventuais denúncias; e convênios com órgãos de segurança pública nos estados. A companhia ainda pontuou que, entre 2024 e 2025, registrou aumento no número de ataques criminosos a dutos operados por ela nos estados de São Paulo e Minas Gerais. "A Transpetro colabora com as autoridades competentes, mantendo articulação constante com órgãos de segurança pública, como as polícias civis e militares, os Ministérios Públicos e o Disque Denúncia." Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/02/quem-sao-e-como-agiam-suspeitos-de-furtar-combustiveis-em-dutos-e-causar-prejuizo-de-r-5-milhoes-a-transpetro.ghtml


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