Sumaré concentra metade dos casos de esporotricose na região em 2026; veja sintomas e como prevenir
08/08/2026
(Foto: Reprodução) Sumaré concentra 50% dos casos de esporotricose confirmados na região em 2026
A cidade de Sumaré (SP) concentra metade dos casos de esporotricose humana registrados na região de Campinas (SP) em 2026.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, três das seis infecções confirmadas neste ano ocorreram no município. A doença é causada por um fungo e transmitida, principalmente, por gatos.
✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp
O contágio em humanos acontece por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com as feridas de felinos infectados. A médica veterinária Vivían Quito explica que o fungo causador da infecção vive no solo, em madeiras e plantas, mas costuma se alojar nas unhas dos animais.
"Nos gatos, os principais sinais são feridas que não cicatrizam, especialmente no focinho, orelhas, patas e rabo. Os animais que têm acesso à rua são os mais vulneráveis à contaminação", afirma a veterinária.
A aposentada Martina Pereira Menezes pegou a doença após interagir com gatos de rua que apareciam na frente da casa dela. Ela notou uma pequena lesão no calcanhar, que aumentou com o tempo. Mesmo em tratamento, Martina ainda sofre com os sintomas.
"Eu não tenho gato, só porque eles vinham aqui na frente, às vezes eu dava comida para eles. Apareceu uma bolinha no meu calcanhar e aquilo foi enchendo, foi enchendo, foi enchendo. Hoje estou com minha perna inchada, não sarei ainda, porque aquilo formiga por dentro", relata.
Sumaré concentra 50% dos casos de esporotricose confirmados na região em 2026
Reprodução/EPTV
Primeiros sinais e tratamento
Para a gerente da Vigilância Epidemiológica de Sumaré, Elane Granja, a falta de informação explica a alta de casos na cidade. Ela alerta que muitas pessoas ignoram as lesões nos animais e mantêm a proximidade sem buscar ajuda profissional.
Nos humanos, a esporotricose começa com vermelhidão e pequenas lesões na pele. Se não for tratada, a infecção evolui para feridas maiores, se espalha pelo corpo e pode atingir outros órgãos. O tratamento com remédios dura de três a seis meses.
Em caso de sintomas, a recomendação é procurar um posto de saúde e levar o felino ao veterinário. Especialistas orientam evitar o toque direto nas feridas dos gatos e usar luvas e máscara ao cuidar de animais doentes.
VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas