Ypê recua e agora diz que vai reembolsar consumidores por produtos suspensos pela Anvisa

  • 15/05/2026
(Foto: Reprodução)
Ypê diz que vai reembolsar consumidores por produtos suspensos pela Anvisa A Ypê recuou e informou, no início da noite desta sexta-feira (15), que seguirá reembolsando consumidores que quiserem pedir devolução do dinheiro ou trocar produtos suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao longo do dia, a empresa disponibilizou em seu site um formulário para que clientes enviassem chave PIX para reembolso, mas afirmou durante a tarde que o ressarcimento seria suspenso. Em entrevista ao g1, o diretor-executivo jurídico e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, disse que a decisão da Anvisa “não obriga a empresa a fazer esse ressarcimento”. Por volta de 16h30, o formulário foi retirado do ar e substituído por um canal de atendimento para consumidores que buscavam informações sobre os produtos suspensos. Mais tarde, a fabricante voltou a dizer que atenderá pedidos de troca ou devolução do dinheiro. A mudança ocorreu após a Anvisa suspender temporariamente a obrigação de recolhimento imediato dos produtos, enquanto avalia um plano de ação que será apresentado pela empresa. O g1 fez a solicitação por meio do site da empresa e, em seguida, recebeu um e-mail confirmando o registro do pedido. “Em breve, a resposta será enviada por e-mail ou telefone”, informa a mensagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp O formulário também solicita dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. Há ainda um campo para o envio de eventuais notas ou cupons fiscais dos produtos. Advogados ouvidos pelo g1, porém, ressaltam que a apresentação das NFs não é obrigatória em casos como esse, embora possam agilizar o processo de reembolso. Ypê pede chave PIX de clientes que compraram produtos suspensos Reprodução LEIA MAIS: Produtos Ypê suspensos pela Anvisa: o que fazer com os que tenho em casa? Posso pedir reembolso? Veja direitos Empresa ampliou canais de comunicação após decisão da Anvisa Entenda o caso O caso começou após inspeções realizadas na fábrica da empresa em Amparo (SP), em conjunto com órgãos de vigilância sanitária paulista. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de controle de qualidade, equipamentos com sinais de corrosão e armazenamento inadequado de resíduos de produtos. A agência também informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em mais de 100 lotes de produtos acabados da marca. ⚠️ A bactéria é comum no ambiente e, segundo especialistas ouvidos pelo g1, representa baixo risco para a maioria das pessoas saudáveis. O maior perigo envolve grupos mais vulneráveis, como imunossuprimidos, pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, pessoas com feridas, queimaduras ou dermatites, além de bebês e idosos fragilizados. Nesses casos, a bactéria pode causar infecções principalmente quando há contato com mucosas, olhos ou lesões na pele. A orientação geral é interromper o uso dos produtos atingidos pela medida. Quem utilizou os itens, mas não apresentou sintomas, não precisa procurar atendimento médico apenas por causa da exposição. Especialistas recomendam atenção a sinais como irritações persistentes, secreções, febre ou problemas nos olhos. Também orientam trocar esponjas de pia usadas com os detergentes afetados e, em caso de dúvida, relavar roupas íntimas, toalhas e peças de bebês com outro produto. Apesar da suspensão do uso de parte dos produtos, o caso ainda está em discussão entre a Ypê e a Anvisa. A Ypê afirma que pretende apresentar novos testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela Anvisa para avaliar os lotes colocados no mercado. Fábrica da Ypê em Amparo (SP) Ypê/Divulgação O que diz a Ypê A Ypê contesta as conclusões da Anvisa. A empresa afirma que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos comercializados e diz que as imagens divulgadas da fábrica mostram áreas que não têm contato com os itens vendidos ao consumidor. A fabricante também sustenta que o uso normal dos produtos reduz drasticamente qualquer carga bacteriana e afirma que não há registros na literatura médica de infecções causadas por roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/05/15/ype-pede-chave-pix-de-clientes-que-compraram-produtos-suspensos-saiba-como-pedir-reembolso.ghtml


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